“Faria tudo de novo”, afirma Dissica Calderaro nos 53 anos da TV A Crítica

O empresário Dissica Calderaro, vice-presidente da Rede Calderaro de Comunicação, postou em uma rede social, nesta terça-feira (3), a notícia de que a emissora vai inaugurar, no Festival Folclórico de Parintins deste ano, a unidade móvel de transmissão mais moderna do Brasil. A fala do líder da RCC é parte de um vídeo comemorativo dos 53 anos da TV A Crítica, comemorados na data de hoje.

Para quem acompanha a evolução da transmissão televisiva do maior festival folclórico do país, a notícia do novo equipamento da RCC pode simbolizar uma história que vai muito além de investimentos em tecnologia, ações de marketing para divulgar o festival, envolvimento profundo dos profissionais da empresa com a comunidade bovina.

O que a RCC realiza, hoje, independentemente de análises comerciais, é o resultado da formulação de uma linguagem própria de transmitir o festival, com modos de enquadramentos, tecnologia de captação de áudio, vocabulários exclusivos e uma forma genuína de abordagem do assunto que envolve até, muito bom lembrar, a postura ética em torno da busca pela imparcialidade jornalística, mesmo que a maioria dos profissionais que trabalham na emissora e nos veículos que compõem a RCC já tenha escolhido o seu boi, ou um boi tenha escolhido um a um, como diz o ditado popular de que quem escolhe o torcedor é o boi e não ao contrário.

Foi nesse contexto de nostalgia, análise de toda as experiências vividas até aqui, que Dissica Calderaro falou para a nossa equipe de reportagem. Leia como ele respondeu às perguntas.

SITE DO MAG: Depois de todos esses anos acompanhando e liderando a equipe, você faria tudo de novo?

Dissica Calderaro (DC): “Faria sem dúvida tudo de novo, porque tudo que a Rede Calderado se propõe a fazer é feito primeiramente com amor. O nosso fundador (Umberto Calderaro) nos ensinou lá atrás, quando teve a coragem de fazer a primeira transmissão do Festival Folclórico para Parintins, ali já se enxergava o potencial da festa e a importância dessa festa para o município de Parintins e para o Amazonas. Ela que se tornou o maior expoente cultural amazônida, vou dizer assim, para todo o Brasil e o mundo. Faria sem nem pensar porque aqui vive uma empresa comprometida a andar e seguir andando de mãos dadas com o povo, de mãos dadas com a cultura, de mãos dadas com a economia que todo esse ecossistema gera e os benefícios das nossas crianças, das escolinhas, dos artistas, o desenvolvimento de uma sociedade em torno daquilo que é positivo, correto e coerente para valores nossos, valores de família, valores de quem acredita no nosso estado. Então eu nem pensaria em fazer. Não estive no início, mas para mim ficou o exemplo da coragem daqueles que fizeram o início. E assim foi o boi, né? Assim foi Lindolfo (Monteverde) brincando com a folha de curuatá e o boi foi desenvolvendo, desenvolvendo, desenvolvendo até o grande espetáculo que a Nação Vermelha e Branca”.

(neste trecho, Dissica faz um parêntese para não pender para um lado, mesmo sendo entrevistado por um site de bandeira vermelha e branca, preocupação louvável seguida pela grande maioria dos profissionais da RCC)

(continuando)

“Falo aqui em nome da Nação Vermelha e Branca porque estou na Casa Vermelha e Branca. Mas claro, não se faz festival sem o boi, sem o contrário, então assim, sem a disputa, né? Então, para a gente evoluir e chegar até, como dizia, ao espetáculo que chegou hoje. Tive a oportunidade, nos foi confiada a oportunidade e a responsabilidade de transmitir tudo aquilo em todas as plataformas dos veículos que compõem a rede Calderaro de Comunicação. Então isso aumenta esse sentimento de responsabilidade para retribuir essa confiança que nos foi delegada. confiança da nação vermelho e branca, da nação contrária, então a gente precisa sempre corresponder e a gente vai sempre dar o máximo para que a gente possa retribuir essa confiança e esse amor que acaba sendo recíproco, porque a gente dá amor quando a gente sente que recebe amor, então é isso que eu sinto.”

Evolução e amadurecimento
Dissica destacou que a transmissão do Festival Folclórico de Parintins é diferente de qualquer modelo tradicional, exigindo da equipe da TV A Crítica constante adaptação.

“A primeira transmissão foi a melhor? Não, não foi a melhor. Depois melhoramos? Melhoramos. Corrigimos? Corrigimos”, afirmou. Segundo ele, essa evolução é fruto de décadas de aprendizado e amadurecimento profissional.

Comprometimento da equipe
O vice-presidente da RCC ressaltou a dedicação e o comprometimento da equipe envolvida nas transmissões.
“A gente vai com muito mais tranquilidade porque a gente é bem recebido. Trabalhar em um local com pessoas que realmente estão no mesmo caminho, que querem fazer aquilo dar certo, nos dá muita confiança”, disse Dissica.

Expectativas e confiança
Mesmo após anos de experiência, Dissica reconhece que falhas ainda podem acontecer, mas garante que a equipe da TV A Crítica está preparada para superar qualquer desafio.

“Vamos errar ainda? Vamos errar, possivelmente. Mas não porque queremos errar, e sim porque faz parte do processo de amadurecimento”, concluiu.

Nova linguagem de transmissão televisiva

Muito diferente, em diversos aspectos técnicos e estéticos, do que um desfile de escolas de samba, por exemplo, o espetáculo apresentado pelos bois, na arena do Bumbódromo, requer uma nova forma de transmitir televisão.

DC – “Tivemos, na verdade, que nos adequar. Adequar aquele produto, aquela cartilha de transmissão, esquece, rasga ela porque ela não pode obedecer a um padrão talvez televisivo. O festival ele é muito exigente, o festival você não pode perder aquele centímetro, aquele momento. Você não pode perder aquilo se não gera uma – não digo revolta, revolta é um sentimento muito feio mas não – uma insatisfação daquele torcedor apaixonado. Porque isso nós somos: torcedores apaixonados mesmo! Então você tem que rasgar tudo isso, imagina um festival, um espetáculo que nós passamos 2 horas e 30 televisivo, 2 horas e meia – já foi mais do que isso – sem sequer um break comercial. É impensável, ele é inviável comercialmente para qualquer televisão. Televisões que já vieram de fora do Amazonas a gente já teve essa experiência tiveram que fazer e geraram uma insatisfação tremenda no torcedor. Então assim, na verdade, nós nos adequamos ao torcedor. Às vezes quando o comentarista já vai passando um pouquinho, já comenta um pouquinho a mais aí já tem um telespectador, hoje, que interage conosco. Hoje, com as redes, ele interage imediatamente. Para de falar, eu quero ouvir minha toada, eu quero ouvir minha galera! Aí, quando você vai para a galera, mas perdi aquele momento ali do item individual ou esse momentinho aqui da alegoria que estava entrando. Eu fiquei curioso porque eu não vi isso ali. Ia entrar um item ou ia descer, ou ia chegar de guindaste. Enfim a gente precisou, a TV A Crítica precisou se adequar a um modelo de transmissão totalmente diferente de qualquer modelo de transmissão tradicional. Ele é diferente. Então, a gente se adequou, na verdade. E demorou muito. A gente veio aprendendo isso no decorrer das décadas que a gente falava. A primeira transmissão foi a melhor? Não, não foi a melhor. Depois melhoramos? Melhoramos. Corrigimos? Corrigimos. Vamos errar ainda? Vamos errar, possivelmente. Por que queríamos errar? Porque a gente realmente amadureceu. nesse tempo todo, nessas décadas de experiência de uma equipe preparada e, graças a Deus, comprometida com aquilo que faz”, afirmou Dissica Calderaro.

Assista na íntegra a entrevista em vídeo, no site oficial do MAG.

 

Equipe do MAG:
Reportagem: Arnoldo Santos
Entrevista: Marcondes Maciel
Imagens: Samy Lima
Edição: Franco Nascimento

Apoio: João Tiago

Web design: Paulino Filho

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